quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Aquele em que eu dei tchau pra Bahia

Aaaand it's a wrap!

Difícil acreditar que chega ao fim meu último dia de trabalho nessa fantástica fábrica de chocolates. O quê, deixar a AMMA? Claro que não, nem pensar em uma insanidade desse quilate. Só mudo de CEP. O trabalho segue, sempre igual, sempre diferente, como tem sido nos últimos 2 anos.
Bahia: eu te amei, eu te odiei, a gente se cuidou e se destratou. (São Paulo, acho que contigo a história vai ser nessa mesma linha - não foi à toa que eu ganhei do Hugo o apelido de quadripolar: nada no meu coração é uma coisa só. Nem duas, nem três.)
Estranho vai ser não ouvir a Katia subindo nas tamancas e rodando a baiana no mínimo 2x por dia, não rir da quantidade de bandalheira que a Vivi fala sem respirar, não partilhar mais com a Ingrid do humor ácido (e por vezes corrosivo), não escutar o falatório do povo da produção, não passar meus dias em um escritório multicolorido, cheio de arte e assunto, não viver minha rotina nesse oásis de cor, sabor, amor e índices saudáveis de loucura, em meio à paisagem cinzenta do Porto Seco Pirajá.
Nem tô pensando na saudade ainda, vou levar uns dias até me acostumar à ideia de que o capítulo soteropolitano da minha vida chegou ao fim. Mas pô, não é fim FIM, é uma nova roupagem, uma arrumação diferente dos móveis, uma sacodida providencial. Vou seguir vindo de quando em vez, de visita, por uma ou outra razão. Sei lá, é aquela coisa de sempre: eu saio dos lugares, mas os lugares nunca saem completamente de mim.
Vou sempre levar comigo daqui muito mais do que a fitinha do Senhor do Bom Fim.
Agradecida, Bahia linda e louca! De coração.
Sampa, here we go!

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