quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Aquele de quando a minha irmãzinha passou no vestiba


Hoje me lembrei de tanta coisa... de quando, há quase 18 anos, a Rosa nasceu, toda pequetita e cor-de-rosa. De trocar as fraldas dela, de jogar vôlei com ela fazendo papel de bola, de apostar corrida com ela no carrinho. Me lembrei dela andando pela casa com calcinhas e sutiãs da mãe pendurados no pescoço, tirando fotos apenas fazendo caretas - nunca normal - por um longo período da infância. Ela insistindo em levar banana de merenda pro Anchieta e voltando arrasada porque todo mundo tinha rido da cara dela. Depois fui transportada pra minha época de bixo da ufrgs: a euforia, a sensação de que eu tinha o mundo na mão, a descoberta das festas nas catacumbas, das cervejadas no xirú e do barquiteto, as amizades que eu fiz na faculdade e aquela sensação boa que só estudante da ufrgs conhece, que não dá pra explicar direito. Aí juntei tudo e pensei que minha irmã - definitivamente a guria mais linda, doce, inteligente e engraçada que existe no mundo inteiro - agora vai viver essa fase deliciosa, divertidíssima, que vai definir muita coisa na forma de ela ver o mundo e de se colocar nele. Vai estudar feito condenada, porque arquitetura é foda. Vai ser muito feliz, vai se encantar com as possibilidades, vai encantar muita gente. Aí chorei, né, óbvio, porque eu sou a irmã mais coruja do mundo. Uma manteiga derretida enrustida, que queria mais do que tudo estar em Porto Alegre hoje pra dizer: gatinha, eu sempre soube! Bota pra quebrar!

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