Hoje
me lembrei de tanta coisa... de quando, há quase 18 anos, a Rosa
nasceu, toda pequetita e cor-de-rosa. De trocar as fraldas dela, de
jogar vôlei com ela fazendo papel de bola, de apostar corrida com ela no
carrinho. Me lembrei dela andando pela
casa com calcinhas e sutiãs da mãe pendurados no pescoço, tirando fotos
apenas fazendo caretas - nunca normal - por um longo período da
infância. Ela insistindo em levar banana de merenda pro Anchieta e
voltando arrasada porque todo mundo tinha rido da cara dela. Depois fui
transportada pra minha época de bixo da ufrgs: a euforia, a sensação de
que eu tinha o mundo na mão, a descoberta das festas nas catacumbas, das
cervejadas no xirú e do barquiteto, as amizades que eu fiz na faculdade
e aquela sensação boa que só estudante da ufrgs conhece, que não dá pra
explicar direito. Aí juntei tudo e pensei que minha irmã -
definitivamente a guria mais linda, doce, inteligente e engraçada que
existe no mundo inteiro - agora vai viver essa fase deliciosa,
divertidíssima, que vai definir muita coisa na forma de ela ver o mundo e
de se colocar nele. Vai estudar feito condenada, porque arquitetura é
foda. Vai ser muito feliz, vai se encantar com as possibilidades, vai
encantar muita gente. Aí chorei, né, óbvio, porque eu sou a irmã mais
coruja do mundo. Uma manteiga derretida enrustida, que queria mais do
que tudo estar em Porto Alegre hoje pra dizer: gatinha, eu sempre soube!
Bota pra quebrar!
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